Família

Manter o controle sobre as finanças de uma família inteira é uma tarefa e tanto. Apesar disso, essa ferramenta inteligente e funcional é essencial para o sucesso da vida familiar. 

Um dado recente divulgado em maio de 2019 pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) revelou que 62,7% das famílias brasileiras estavam endividadas no mês de abril. Ou seja, mais da metade das famílias se encontram em dificuldades financeiras no Brasil. 

Diante desse quadro, organizar entradas e saídas, fixas ou variáveis, se mostra cada vez mais importante. Mas o que seria esse planejamento financeiro familiar?

O planejamento consiste em concatenar o fluxo de dinheiro que circula dentro da estrutura de uma família. De forma fixa e variável. O saldo dessas transações sempre deve ser positivo. A renda familiar pode ser destinada a um desejo do grupo. Trata-se de uma literal organização de ideal e gastos. Quase como as finanças de uma empresa em menor escala. 

Apesar de ser uma ferramenta simples, existem algumas diretrizes básicas e erros que quase sempre são cometidos mas que podem ser evitados. Listamos 3 erros mais comuns das famílias que se propõe a fazer um planejamento financeiro

1 – Entender os custos/gastos:

Existem duas categorias de custos/gastos: fixos e variáveis. Deixá-los juntos é um erro que pode dificultar a visualização da realidade do seu planejamento. E o foco principal de um orçamento é ser real! É importante sempre acompanhar esses gastos. Mesmos que pequenos, eles podem causar impacto quando integrado a outros em constância. 

Dessa forma, você pode gerir melhor e saber para onde vai seu dinheiro, além de abrir a possibilidade de redirecioná-lo melhor quando perceber usos indevidos. O ideal é gastar no máximo 35% do seu dinheiro em despesas variáveis. E cuidado com os cartões de créditos que nos possibilitam gastar mais do que temos. 

2 – Reserva de Emergência

Alerta vermelho para esse erro. Sempre tenham uma reserva de emergência. Imprevistos podem acontecer. Depois dos gastos, essa é a primeira coisa a se fazer. Separe porcentagem para emergências. Se precaver nunca é demais. Desemprego, impostos, imóveis e saúde são as situações mais comuns.

Estudos afirmam que o ideal é que a reserva seja 4 a 8 vezes maior que o valor mensal da renda familiar para que ela possa realmente cobrir os valores os mais diversos contratempos. 

3 – Objetivos Financeiros

Já dizia a lagarta para Alice no País das Maravilhas: Pra quem não sabe aonde vai, qualquer caminho serve. Essa frase pode ser aplicada em diversas áreas da vida, inclusive na financeira. 

Traçar objetivos financeiros é um ótimo incentivo para que seu planejamento funcione. Mas lembre-se: Trace metas alcançáveis. Os objetivos financeiros também se subdividem-se em categorias. Curto, médio e longo prazo. Conversem sobre o que desejam e como vão se organizar para cumprir essas metas. Escrevam e se comprometam a cumprir o desafio.

Agora que você já sabe um pouquinho sobre as três coisas mais importantes dentro de um orçamento familiar, qual vai ser seu próximo passo? Já separou seu caderninho ou planilha de Excel para começar a se organizar? Planejar é criar o caminho rumo ao seu objetivo!

Beijo na alma!