Família

São muitos estudos que se propõem a discutir o potencial de relacionamento entre pais e filhos. Estudiosos afirmam que a criança imita ou representa o que viu ou experimentou. E são essas experiências responsáveis por formar a base da memória que,  futuramente, irão fazer parte do pensamento deste adulto. Outros estudiosos contam que o comportamento, a fala e a intelectualidade da criança se formam a partir da experiência afetiva. 

Diante desses fatos, separamos três bons hábitos para cultivar relações saudáveis entre pais e filhos. Vamos lá?

1 – Comunicação

A comunicação é a base de qualquer relacionamento saudável. Converse sempre que possível. Escute, pergunte, se interesse pelos temas que seu filho gosta. Conheça-o. Pelo seu ponto de vista e pelo dele também. E muito importante: se deixe conhecer. 

Procure entender que linguagem o seu filho utiliza para se expressar. O diálogo requer mais de uma pessoa conversando. É um processo de autoconhecimento mútuo e confiança. Dialogar trata-se de desenvolver paciência, empatia, compaixão, clareza, amorosidade e abertura para escuta e partilha. 

Vá de assuntos superficiais aos mais delicados. Não tenha tabus. Converse sobre tudo. Inclusive sentimentos. Gary Chapman publicou um livro em 1992 que falava sobre as 5 linguagens do amor. No livro, elas estão divididas em palavras de afirmação, serviço, tempo de qualidade, toque físico, presentes.

Podemos amar e nos sentir amados de diferentes formas. Comunique-se por meio de afetividades pessoais. Não somos iguais. Mães têm a tendência a acreditar que o serviço de casa é suficiente para que o filho entenda que ela o ama. Entretanto, o filho se sente amado com tempo de qualidade. Ao invés de dedicar sua folga para limpar toda a casa sozinha, chame seu filho para ajudar e depois façam algo divertido juntos. E o principal, conversem. 

2 – Inteligência Emocional

Vamos aos sentimentos e emoções. Crianças muitas vezes não sabem decodificar o que estão sentindo. E essa é uma fase extremamente importante para que limites de convivência social sejam estabelecidos.

Saber lidar com emoções e sentimentos é parte do processo de se desenvolver inteligência emocional. A inteligência emocional é como se fosse uma gestão das próprias emoções. Um reconhecimento de si como responsável pelas suas atitudes. Pais devem ser emocionalmente inteligentes para que possam ensinar os filhos a serem também. 

A autoconfiança, segurança, calma e tolerância são conseqüências do processo de amadurecimento e desenvolvimento pessoal. É importante que nas relações entre pais e filhos o SER seja valorizado. Mais do que o TER ou PARECER. 

A partir do momento que você conhece seu filho da sua perspectiva e da perspectiva dele, baseados em gostos, emoções e sentimentos, você pode ajudá-lo a enxergar o SER. A adolescência é a fase em que mais ficamos perdidos nessa relação com SER, TER e PARECER. 

Identifique e elogie as qualidades e ideias de seu filho. Bem como os dificuldades também. Suas e deles. E lembre-se de não criticar deliberadamente. Ofereça apoio para mudança e desenvolvimento pessoal. Quando você tenta melhorar sua própria inteligência emocional, acaba por influenciar esse tipo de atitude em seu filho.  

3 –  Autonomia

O equilíbrio entre o excesso de proteção e o excesso de liberdade é a autonomia. Cada pessoa pensa de uma forma única. Caminhos são trilhados de diferentes formas. Desapegar das suas expectativas sob seus filhos faz parte deste processo. 

Pode ser difícil para alguns pais encontrar essa medida. Entretanto, é fundamental respeitar os filhos e estimulá-los a se tornar pessoas confiantes e com iniciativa. Cada idade requer uma série de tarefas nas quais se pode desenvolver autonomia.

Entre as tarefas que ajudam a desenvolver autonomia estão: higiene pessoal, comunicação, limpeza, hábitos alimentares, esportes, lazer, tarefas escolares, amizades, finanças, entre outros aspectos que se modificam de acordo com a personalidades de cada um e lugar onde vivem. 

Incentivar a autonomia não quer dizer que você vá deixar seu filho solto por aí sem nem saber como ele está. Incentivar autonomia é bem parecido com o processo dos primeiros passos de um bebê. Ele começa a querer andar. Você segura sua mão para que os primeiros passos possam ser ensinados. Em algum momento você simplesmente solta a mão e ele continua andando, enquanto você fica atento para dar qualquer apoio necessário.

Cada família é particular e possui sua própria forma de convivência. O fato é de que pais e mães influenciam direta e indiretamente o comportamento e personalidade dos filhos. Por isso, é essencial que ambos se dediquem na criação de ambientes saudáveis para esse convívio.   

Beijos na alma!